Governadores apresentam aos EUA projeto de preservação ambiental

 Governadores apresentam aos EUA projeto de preservação ambiental

Mais uma vez, diante da incapacidade do governo Bolsonaro de agir como deveria, os governadores do país assumem a responsabilidade de proteger a vida e o futuro dos brasileiros. Nesta segunda-feira (2), os gestores das 27 unidades da Federação, reunidos por meio do Fórum Nacional de Governadores, apresentaram ao governo norte-americano uma proposta de preservação dos biomas nacionais. As ações a serem executadas foram mostradas ao enviado presidencial especial para o Clima dos Estados Unidos, John Kerry, durante reunião virtual.

A proposta, muito bem recebida pelo governo dos EUA, é a de que todos os estados mais o Distrito Federal criem um consórcio público para realizar, de maneira integrada, a preservação e a recuperação de todos os biomas nacionais. “Não só da Floresta Amazônica, mas também da Caatinga, do Cerrado, da Mata Atlântica, do Pantanal, de todos os biomas”, ressaltou o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias (PT).

O objetivo é ampliar o conceito de ativos verdes da Amazônia — pelo qual a preservação da floresta passa a ser uma atividade remunerada — para o de ativos verdes do Brasil. Assim, tanto os governos quanto as famílias que vivem em áreas a serem preservadas ou recuperadas poderão ser recompensados pela atividade de preservação. Os governadores acreditam que, além dos Estados Unidos, outros governos, como os da Europa e da China, têm interesse em financiar a preservação das florestas brasileiras.

Governadores reunidos com John Kerry

Dessa maneira, os governadores terão mais recursos para realizar o monitoramento e a fiscalização das áreas de preservação, bem como aplicar as leis de proteção ambiental. Já as famílias que vivem nessas áreas serão beneficiadas porque ganharão ao colaborar com a preservação e recuperação dos biomas. E os outros países, por sua vez, terão no Brasil interlocutores confiáveis, uma vez que a política ambiental de Jair Bolsonaro se mostra a pior possível, com aumento consecutivo de desmatamento, estímulo a queimadas e envolvimento de ministro com venda de madeira ilegal.

Wellington Dias deu um exemplo de como isso será implementado: “No Nordeste, nossa meta é coletar sementes de plantas nativas com a ajuda das famílias que vivem nessas áreas de preservação e seu entorno para a produção de 45 milhões de mudas, para plantarmos e ampliarmos a captura de CO2”, descreveu. Segundo o governador, essa ação, sozinha, será capaz de capturar da atmosfera 285 mil toneladas de gás carbônico por ano, contribuindo para o combate do efeito estufa e das mudanças climáticas, que ameaçam a existência da humanidade.

Fonte: pt.org.br

Compartilhe